Ao que tudo indica somos fruto de algum verme que saiu das águas do mar e se adaptou a terra.
Se há algum mistério metafísico, criatório e onipresente, talvez seja o fato de que o ser mais desprezível é o que mais detém poder sobre as outras espécies.
E aí me desculpe Darwin, não consigo ver nisso lógica alguma de evolução das
"espécimes".
Do mar também vem a homenageada da semana Iemanjá, a grande mãe dos Orixás, que criou até filhos que não pariu.
Um amigo que frequenta a Bahia contou-me: Que alguns anos atrás estava na praia do Rio vermelho em Salvador, praia donde tradicionalmente se fazem as homenagens e oferendas para a Deusa no dia 2 de fevereiro (Não confundam com 3 de fevereiro). Havendo duas rodas de batuque, numa, um samba desprovido de conotação afro-religiosa, e outra totalmente engajada no catimbó e no malacuchê, mais profundo que você possa imaginar.
Com um detalhe perigoso as duas rodas de batuque muito próximas dificultando aos mais desatentos diferencia-las. Eis então que chega uma moça feliz e cheia de "boas intenções" e começa a sambar loucamente enquanto os barcos se dirigem em direção ao mar aberto para despejar oferendas para Iemanjá. Os dois batuques parecem se tornar uma coisa só, esta moça feliz samba com alegria e inocência, daqui a pouco a moça é tomada por uma convulsão epifânica, se contorce, baba cai ao chão é socorrida por "feiticeiros" que ali estavam. Mas um comentário não pode deixar ser feito, alguém falou em alto e bom tom: Bem feito. Quem mandou pegar a batucada errada!
Engraçado e cruel como a própria relação que temos com o mar, e com o próprio mito de Iemanjá.
Reza a lenda que somente graças a ela, as pessoas passaram a ser enterradas.
Pois certa vez cansada da devoção aos filhos e ao marido, se fingiu de morta no pé de uma grande arvore(Baubá) para poder se encontrar com um amante, e obteve sucesso em sua empreitada; mais foi descoberta. A partir daí então ordenou-se que os mortos fossem enterrados.
Criando assim um ciclo doido de :Sair do mar , levantar-se e enterrar-se na terra para a manutenção da ordem familiar. Salve nossa mãe Iemanjá!
Pedro Guimarães
monstrificação
- Cachorrio
- CARA DE QUE? (Projeto matilha no RJ)
- CHINELADAAA (LARGO DA BATATA)
- chineladaaa_monstrificacao
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A obra Registrávicos 2 de Pedro Guimarães foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em www.youtube.com.
Podem estar disponíveis permissões adicionais ao âmbito desta licença em http://pedraoguimaraes.blogspot.com/.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Novo Galã
Da cidade do interior onde nasceu traz lembranças.
Na sua maioria não tão doces assim.
Lembra das primeiras transmissões de televisão.
Assistidas na casa de vizinhas ou na praça da matriz.
A vida é sempre mais fausta em dor e sofrimento.
Com ele não haveria de ser diferente, pelo contrária foi tudo um pouco mais.
Lembra-se muito bem do excesso de sol e estrelas.
Um céu total e intransponível.
De sua primeira namorada que era branca e ninguém aceitou.
Tentou não se frustrar com esse primeiro desamor.
Como alternativa buscou mirar cada vez mais as estrelas que vivem no céu.
Entendeu sua verdadeira vocação.
Vou para São Paulo ser artista de televisão.
O passo seguinte foi concluir sua educação.
No supletivo superou expectativas e gerou inimigos.
Mas não seria contido pois tinha empenho e desejos.
As estrelas do céu eram o seu limite.
Tanto fez e desejou que esta conseguindo.
Aquilo que se deseja com muito afinco pode se tornar um pesadelo conseguir ou não te-lo.
Esteve em alguns capítulos de uma telenovela, virou celebridade em sua cidade natal.
Neste momento é reconhecido nas ruas por crianças e balconistas de botecos.
Seus antigos inimigos. Não bebe e mora em pensões.
Com seu primeiro cachê (salário de artista) realizou um grande sonho.
De corpo franzino deseja-se sexy e exuberante.
Comprou aquela sunga branca que desejou a vida toda.
A vida é sempre mais fausta em dor e sofrimento.
Teve seu sonho desmoronado a sunga roubada por um michê ,companheiro de quarto na pensão onde mora.
A vida é sempre mais fausta em dor e sofrimento.
Mas lá continuam as estrelas e o limite é chegar o quanto mais próximo se puder delas.
Pedrão Guimarães
Na sua maioria não tão doces assim.
Lembra das primeiras transmissões de televisão.
Assistidas na casa de vizinhas ou na praça da matriz.
A vida é sempre mais fausta em dor e sofrimento.
Com ele não haveria de ser diferente, pelo contrária foi tudo um pouco mais.
Lembra-se muito bem do excesso de sol e estrelas.
Um céu total e intransponível.
De sua primeira namorada que era branca e ninguém aceitou.
Tentou não se frustrar com esse primeiro desamor.
Como alternativa buscou mirar cada vez mais as estrelas que vivem no céu.
Entendeu sua verdadeira vocação.
Vou para São Paulo ser artista de televisão.
O passo seguinte foi concluir sua educação.
No supletivo superou expectativas e gerou inimigos.
Mas não seria contido pois tinha empenho e desejos.
As estrelas do céu eram o seu limite.
Tanto fez e desejou que esta conseguindo.
Aquilo que se deseja com muito afinco pode se tornar um pesadelo conseguir ou não te-lo.
Esteve em alguns capítulos de uma telenovela, virou celebridade em sua cidade natal.
Neste momento é reconhecido nas ruas por crianças e balconistas de botecos.
Seus antigos inimigos. Não bebe e mora em pensões.
Com seu primeiro cachê (salário de artista) realizou um grande sonho.
De corpo franzino deseja-se sexy e exuberante.
Comprou aquela sunga branca que desejou a vida toda.
A vida é sempre mais fausta em dor e sofrimento.
Teve seu sonho desmoronado a sunga roubada por um michê ,companheiro de quarto na pensão onde mora.
A vida é sempre mais fausta em dor e sofrimento.
Mas lá continuam as estrelas e o limite é chegar o quanto mais próximo se puder delas.
Pedrão Guimarães
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Trabalho com samba
É uma das negras mais vistosas que conheço.
Elegante, educada e estudada
Fala Inglês e frequenta a missa
Seus quadris combinam mais com o candonblé
Embora convicta de sua católica cristandade
Tem valores e princípios tradicionais e conservadores
Acredita no casamento e nas monogamias
Mas sabe e aprecia cozinhar com dendê
Não suporta a falta de estética de protestantes e evangélicos
Tem um trabalho burguês num bairro bacana
Este ano tirou férias para participar de um retiro espiritual católico
Num sítio quase hippie
Tem certeza que sem o samba não vive
Em fevereiro passa pelo Rio de Janeiro
Da categoria, sambista ,reverenciada e assediada
Em março volta pra São Paulo onde é porta bandeira
Desfilando com sublime nobreza
Que parece ser divina entidade
Lhe incomoda se interessarem tanto por suas carnes
Pois sabe que além do bundão tem mais alma e coração
Na quadra não revela sua real e burguesa profissão
Só diz com alegria e muita emoção: Trabalho com samba meu irmão.
Pedro Guimarães (verão de 2011)
Elegante, educada e estudada
Fala Inglês e frequenta a missa
Seus quadris combinam mais com o candonblé
Embora convicta de sua católica cristandade
Tem valores e princípios tradicionais e conservadores
Acredita no casamento e nas monogamias
Mas sabe e aprecia cozinhar com dendê
Não suporta a falta de estética de protestantes e evangélicos
Tem um trabalho burguês num bairro bacana
Este ano tirou férias para participar de um retiro espiritual católico
Num sítio quase hippie
Tem certeza que sem o samba não vive
Em fevereiro passa pelo Rio de Janeiro
Da categoria, sambista ,reverenciada e assediada
Em março volta pra São Paulo onde é porta bandeira
Desfilando com sublime nobreza
Que parece ser divina entidade
Lhe incomoda se interessarem tanto por suas carnes
Pois sabe que além do bundão tem mais alma e coração
Na quadra não revela sua real e burguesa profissão
Só diz com alegria e muita emoção: Trabalho com samba meu irmão.
Pedro Guimarães (verão de 2011)
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
O PAI...
Todo fim de ano, a coisa se repete. O papai barbudo do lado mais gelado do hemisfério norte povoa o imaginária dos miseráveis colonizados do cone sul com promessa de prosperidade consumista.
Como se uma divindade patriarcal, que precisa oprimir para garantir a autoria dos filhos daquelas(cadelas) com quem transa, tomasse de assalto toda nossa percepção e consciência. Vivemos o período mais quente do ano e mesmo assim decoramos nossas lojas e casas com flocos de neve, pinheiros e tudo que artificialmente lembre o Artico.
O pecado realmente esta do lado de baixo do equador? O que esta em cima? O que esta em baixo?
Talvez o dia que enfeitarmos nossas casas e lojas com bananeiras e coqueiros, para comemorar o nascimento de um salvador, teremos aprendido algo sobre nós mesmos.
E a matança dos bichos para as ceias? Mais violenta que todos os "ebós" feitos pela macumba durante o ano todo.Mas isso talvez aplaque a fúria desta divindade fálico-patriarcal, que inspira e move as compras, o PIB, o superavit e as projeções de lucro para o ano seguinte.
Esse mesmo pai adora a idéia de ter filho, pois um moleque é o continuador de sua virilidade e furnicação nas xóxotas alheias, para este pai as filhas são lindas até ainda não terem vida sexual, a partir do momento que ele pensa na possibilidade de alguém visitando sua filhinha, odeia pensar todas as coisas(para ele) ,sujas feitas e fantasiadas com suas parceiras e que agora possam estar sendo feitas com sua filha ,e um estranho,mais jovem(geralmente),
Essa dor ajuda-o a resignar-se no sentido de caminhar para a velhice. Se bem que hoje em dia certos remédios prolongam a juventude sexual do homem.
Como se uma divindade patriarcal, que precisa oprimir para garantir a autoria dos filhos daquelas(cadelas) com quem transa, tomasse de assalto toda nossa percepção e consciência. Vivemos o período mais quente do ano e mesmo assim decoramos nossas lojas e casas com flocos de neve, pinheiros e tudo que artificialmente lembre o Artico.
O pecado realmente esta do lado de baixo do equador? O que esta em cima? O que esta em baixo?
Talvez o dia que enfeitarmos nossas casas e lojas com bananeiras e coqueiros, para comemorar o nascimento de um salvador, teremos aprendido algo sobre nós mesmos.
E a matança dos bichos para as ceias? Mais violenta que todos os "ebós" feitos pela macumba durante o ano todo.Mas isso talvez aplaque a fúria desta divindade fálico-patriarcal, que inspira e move as compras, o PIB, o superavit e as projeções de lucro para o ano seguinte.
Esse mesmo pai adora a idéia de ter filho, pois um moleque é o continuador de sua virilidade e furnicação nas xóxotas alheias, para este pai as filhas são lindas até ainda não terem vida sexual, a partir do momento que ele pensa na possibilidade de alguém visitando sua filhinha, odeia pensar todas as coisas(para ele) ,sujas feitas e fantasiadas com suas parceiras e que agora possam estar sendo feitas com sua filha ,e um estranho,mais jovem(geralmente),
Essa dor ajuda-o a resignar-se no sentido de caminhar para a velhice. Se bem que hoje em dia certos remédios prolongam a juventude sexual do homem.
Sem dores nem ressentimentos, venho aqui reverenciar a palavra Pai, forma de abordar carinhosa e respeitosamente desconhecidos na Bahia e em Cuba, e também forma indecente e íntima de se dirigir a um bom amante na hora em que se goza na mesma Cuba e Bahia. È isso aí Paiiiiiiiii.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Na vila cruzeiro
Eram quatro amigas inseparáveis, trabalharam juntas numa mesma cozinha de escola pública, desenlatando e esquentando merenda escolar. Conheciam profundamente cada uma , as dores e histórias da outra.
Gina era tomada de calores de menina já não tão moça que a levavam a um quase coma, tinha a certeza de que não era tarada, mas o conforto do ventilador na velocidade 3, mirado nas partes intimas aos domingos ,enquanto assistia o "Sirvio Santos" e Faustão lhe faziam mais bem do que o próprio sexo com o marido.
Lene deo gostava de fumar e tomar cerveja, embora falasse muito palavrão era pura de sentimentos e alma, foi obrigada assim a adquirir um comportamento mais masculino, para se defender das coisas aí de fora. Mas mantinha um espírito doce e afável como de uma menininha de jardim de infância, se incomodava que todos achavam que ela pudesse ser "sapatão", foi levada a um presídio por Gina que tem primo preso e lá conheceu cenoura com quem namora até hoje. Pode assim mostrar sua grandeza de alma feminina adotou a filha de cenoura aqui fora.
Talita já viveu seu áureos tempos, quando pode se desligar do serviço público e gozar as regalias a partir de um romance com um advogado/empresário, que ajudou ela a educar seus dois filhos do casamento anterior e certa vez até viajaram juntos para Orlando, mas como a vida tem que pregar peças nas pessoas, teve esse marido preso em função de um assunto não bem explicado com o governo de estado, e os filhos formados e casados com gente da pequena burguesia, passam a evitá-la, voltando para a merenda escolar só, amarga e com tanta ódio de tudo que seria capaz de matar alguém com aquela faca de picar tomate.
Cristina, talvez a mais emblemática de todas elas, misteriosa sempre morou só em uma casa de herança num bairro bom,tem visões e epifanias, todos os domingos vai a missa e quando não vai parece que algo lhe rompe as entranhas, tornando-lhe vitima dos mais terríveis súbitos e presságios babando e falando sozinha por incontáveis horas, coisa que assusta bastante as pessoas que lhe estão vendo pela primeira vez.
Essas quatro senhoras de tão amigas, pensaram intocáveis se envolveram num esquema de desvio de recursos da merenda escolar de São Paulo orientadas por barões que conheceram nestas visitas nos presídios do oeste Paulista, há menos de dois anos foram obrigada a desaparecer.
Pegaram a via Dultra como alternativa e dirigiram-se ao Rio de Janeiro, na Avenida Brasil ainda olhava para trás como se temessem alguma viatura as seguindo de São Paulo, foi ali que viram pela primeira vez a vila Cruzeiro, seu novo endereço.
Na fuga ,um amigo de presídio deu-lhes o endereço para que elas recomeçassem a vida na vila cruzeiro, quando ali chegaram um aperto no coração misturado a sensação de começar de novo, tomou conta delas, todas aquelas vielas, o calor, a falação dos cariocas, os aromas as cores tudo as recebia acolhedora e calorosamente.
Não sei se por coincidência,acaso ou fatalidade chegaram no dia daquele pagofunk, onde estava Adriano, Wagner Love, Bruno e até aquela namorada que hoje está desaparecida. Gina montou uma barraca de pastel, Lene deo faz e vende quentinha, Talita é apontadora do jogo do bicho e Cristina faz contabilidade da venda de butijão e de TV a cabo clandestina nas comunidades. Ninguém poderia imaginar que se adaptariam tão bem na cidade maravilhosa.
Tudo corria muito bem .Nas últimas semanas Cristina não pode ir a missa atarantada de tanto trabalho, algo estava por acontecer as quatro amigas se olharam com olhar de espanto e assim começou a invasão do exército na vila cruzeiro. Acaso ou coincidência, haviam fugido de São Paulo sido bem acolhidas e agora novamente teriam que fugir e recomeçar a vida que só é rica em argrúrias.
Pedrão Guimarães
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
PÁRA XICA
Ela foi uma criança alegre, serelepe e saltitante. Mesmo com seus quilinhos a mais, era só alegria e disposição. Por volta de 1981, fazia sua quinta série. Não demorou muito para que garotos de alma sebosa começassem a encrespar com a pobre criança, faziam-lhe insultos com relação a sua cor, seu peso e seus trejeitos.
Ela sofreu muito naquele momento, a infância não é só candura para as crianças. Teve medo, chegou até em pensar no isolamento. Mas havia algo mais forte que lhe gritava das grutas interiores. Tinha alma de artista, acompanhava as novelas, sabia imitar seqüências inteiras de diálogos das atrizes, conhecia de cor as trilhas e já freqüentava programas de auditório, levada por sua irmã mais velha que houvera recém chegado moçinha do Pernambuco.
Alguém com este perfil não iria deixar se abater por assédio moral de garotos chinfrins, ela própria preferia o assédio sexual.
Admite que foi forçada a se entregar para três moleques no banheiro da escola. E que depois deste episódio percebeu que poderia ser respeitada. Por uma estranha razão perdeu o medo de todos, passou a revidar todo tipo de insulto e provocação, se apoiando na sua estrutura física avantajada descia o braço nos agressores, jogava coisas certa vez até tentou furar um antagonista com um lápis bem afiado.
Essa frágil e entristecida criança houvera se tornado referência entre os jovens daquela escola, era tão temida como os “bandidinhos” locais. Passou então a experimentar desacatos e contravenções, o shortinho agora era curto e apertado, camisetinhas não lhe cobriam a barriga, ninguém mais tinha coragem de dizer nada.
Como ela própria diz havia se tornado maloqueira /putinha como forma de defesa e reação a tudo que sofrerá, nessa altura terminando a oitava série, já havia sido apresentada aos cinemas pornô do Anhangabaú e da av. são João, passava horas do dia ali atendendo transeuntes, romeiros, retirantes, policiais e toda sorte de peões.
O PT estava sendo fundado, ela não tinha idéia disso ; mais amou a classe trabalhadora mais que toda a esquerda brasileira daquele fim de ditadura.
Mesmo louca nunca abandonou sua parcimônia, estudiosa carregava os livros e cadernos na dobra interna do cotovelo junto ao peito, desfrutou-se mas terminou seus estudos cursou literatura na Pontifícia universidade católica.
Nos dias atuais continua a defender a idéia de que foi graças à discriminação e bolinação (o bulling da época) que se tornou uma das maiores contribuintes do pornô nacional , interagindo com os filmes em tempo real nas salas de cinema ,ao mesmo tempo que tem muito orgulho em ocupar a função de pedagoga numa renomada escola da grande São Paulo, também é jurada de concurso de “pau” e ,nunca se rendeu a tentação de se transformar em travesti, pois convites e oportunidades nunca faltaram a ela.
Sim vestiu –se de mulher muitas vezes e ainda o faz se necessário !Mas como um soldado varonil que volta quase morto da guerra sem desertar, ela nunca se tornou definitivamente uma trava.
PEDRÃO GUIMARÃES
terça-feira, 9 de novembro de 2010
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