Havia uma criança negra, muito preta. Preta preta, como o glamour da noite sem estrelas.
Ela não falava e não falou nada!
Não falou nada. Mas viu tudo aquilo que você talvez não falasse.
Que talvez nunca diria!
Os incestos entre os aristocratas que a "criaram"!
A vida faz ou traz coisas.
Coisas que elevam sentidos de convivências familiares.
A família que a adotou. Moveu um carinho comedido e não resignou-se.
Depois de um tempo, diminuiu amores. Sei lá como explicar. (A vida nem sempre é boa - Herbert Viana)
Colocou-a atrás de cozinhas. Esfregando os banheiros donde as bundas alvas se sentam com conforto e segurança pro resto de suas vidas.
Ela então continuou a ser uma criança negra que de tão preta não tinha voz.
Era mulher, desde o seu nascimento. Minha curiosidade é saber o que essa mina pensou e percebeu desde que nasceu. Olhou tudo que não pode ver.
Essa família lhe ungiu de esperanças melhores. Ela com certezas,acreditou devotar amores redentores.
Sua condição talvez a libertaria de uma contradição que traria sua vida sem maiores dores prováveis.
Como pode ser bom não acreditar em tudo aquilo que nos aprisiona?
Ela lembra de uma infância rodeada daqueles amigos e amores acompanhantes de tudo tão lindo e livre.
A vida porém lhe traiu!
Faltou compartilhamentos, oportunidades e chegadas.
Eu sou um idiota alegre, que regozijo-me até dos escárnios que me elevam. Evoé, axé Saravá.
Pedrão Guimarães.
monstrificação
- Cachorrio
- CARA DE QUE? (Projeto matilha no RJ)
- CHINELADAAA (LARGO DA BATATA)
- chineladaaa_monstrificacao
- Des-anjo negro
- Estado de Sitio
- Filmes- filmefobia
- Filmes-Arquitetura da exclusão
- Filmes-Cidade de quem?
- Filmes-O céu nos observa-Lixo
- Filmes-o que fez o cabelo...
- Filmes-Verdim
- Olhos de fuligem
- REGISTRÁVICOS
Creative Commons
A obra Registrávicos 2 de Pedro Guimarães foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em www.youtube.com.
Podem estar disponíveis permissões adicionais ao âmbito desta licença em http://pedraoguimaraes.blogspot.com/.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Quando souber te digo (Regina rainha 2)
Meu desejo era encontrar peixe, porém num sábado não tenho feira livre aqui por perto. Mesmo assim saio nessa jornada inglória ando de um lugar à outro e nada que me interesse, até que passo pela porta de um bar que já havia passado na calçada por centenas de vezes e nunca o havia observado com a devida atenção merecida.
Na sua entrada duas mesas uma em cada de suas extremidades como duas sentinelas bebedoras. Uma mulher velha (acredito eu ) já desprovida de seus hormônios dominantes com traços e trejeitos masculinos e na outra ponta um homem também velho desprovido (acredito eu) de seus hormônios dominantes também com traços e trejeitos femininos. Me espantei indagando-me que lugar seria aquele com aqueles guardiões? lembrei-me dos leões alados protetores das entradas dos templos da antiga mesopotâmia das gárgulas guardiãs, no alto das fachadas de algumas catedrais. Resolvi então entrar e conferir aquele lugar emblemático.
Passo pelas duas entidades porteiras, avanço alguns seis passos me deparando com três mulheres no caixa do bar. Duas tipo negras claras de cabelos indígena tipicas nordestinas sorridentes e receptivas e a terceira (a dona) uma Chinesa lépida e de uma simpatia incomum aos chineses donos de bar, que com forte sotaque falava o Português sem nenhum medo ou constrangimento: 16 "leais come a vontade até caine". Com um rádio transmissor pendurado no pescoço falava com seus cozinheiros ordenando que abastecessem a gôndola como mais comida: Tá faltando salada, pastelzinho, linguiça e "alois".
Sim meus amigos um restaurante à quilo com comida brasileira e bem temperada,feita por nordestinos do forrobodó (aqueles que não escondem que são nordestinos), sob a batuta de uma risonha e descarada chinezinha.
Eu tinha que conviver um tempo ali pra poder observar aquele lugar improvável e provavelmente louco. Fiz um pratão do tipo pedreiro (pedreiro-food) e lentamente fui comendo aquele cenário surreal que começou a desfilar para meus olhos.
Como já disse era sábado além de feijoada tinha uma variedade enorme de comida percebi que o prédio em cima de nós é uma grande torre de kitchnets entre a Amaral Gurgel e Praça da república. As mesas estavam quase todas lotadas: Entregadores das casas bahia e magazine luíza, mães com suas crianças, porteiros, domésticas, mulheres de comportamento indefinido e muitas muitas travestis com seus maridos, moleques de canela fina com cara de manos de periferia.
Pedi uma tubaína pra acompanhar minha ceia antropofágica. Os trabalhadores braçais também tomavam tubaína de uma de suas mesas me saudaram. Identificação talvez? Reparei que marido de travesti não toma tubaína,todos tomavam coca cola ou fanta uva (algo interessante pra algum teórico pesquisar, não?).
Uma fila gigantesca se formou no balcão da comida. Percebi que havia uma promoção: Deizão pra você conseguir lotar a marmita desde que ela feche. Um negócio da China. Os cozinheiros estavam fora da cozinha acompanhando tudo pra que nenhum espertalhão tentasse enfiar só "carne" na quentinha, comentavam safadezas e riam-se muito. O lugar estava efervescente e alucinado e eu ouvia: Regina quanto tá a marmita? Regina quanto eu pago? Regina acabou o frango. Regina tem maionese? Regina , Regina, Regina Regina...
Eu já enlouquecido só queria saber quem era essa tal de Regina tão requisitada. Foi aí pra minha estupefação e vontade de chorar de rir que descobri que Regina é o nominho no qual todos chamam a chinezinha sorridente e descarada, maestrina daquele lugar tão familiar e profano. Pus-me a pensar que o nome (verdadeiro/chinês)dela talvez seja algo com sonoridade parecida de genitália brasileira.
Que a comida de Regina nos alimente em tempos de fome de poesia e alegria. Que a comida de regina nos traga sobre-vida. Que a comida de Regina nos eleve aos orgasmos. Que a comida de Regina não nos esqueça nas esquinas. Que a comida de Regina desmonte nossas mesquinharias. Que a comida de Regina nos livre de toda baixaria. Que a comida de Regina seja mais fina que você minha filha. Que a comida de Regina ultrapasse a mais valia. Que a comida de Regina se torne idolatria. Que a comida de Regina não te cause embolia. Que a comida de Regina ritme essa sinfonia. Que a comida de Regina não falte nos seus dias. Que a comida de Regina te pegue no canto da pia. Que a comida de Regina devore a maçonaria. Que a comida de Regina nos traga melhores dias.
Na sua entrada duas mesas uma em cada de suas extremidades como duas sentinelas bebedoras. Uma mulher velha (acredito eu ) já desprovida de seus hormônios dominantes com traços e trejeitos masculinos e na outra ponta um homem também velho desprovido (acredito eu) de seus hormônios dominantes também com traços e trejeitos femininos. Me espantei indagando-me que lugar seria aquele com aqueles guardiões? lembrei-me dos leões alados protetores das entradas dos templos da antiga mesopotâmia das gárgulas guardiãs, no alto das fachadas de algumas catedrais. Resolvi então entrar e conferir aquele lugar emblemático.
Passo pelas duas entidades porteiras, avanço alguns seis passos me deparando com três mulheres no caixa do bar. Duas tipo negras claras de cabelos indígena tipicas nordestinas sorridentes e receptivas e a terceira (a dona) uma Chinesa lépida e de uma simpatia incomum aos chineses donos de bar, que com forte sotaque falava o Português sem nenhum medo ou constrangimento: 16 "leais come a vontade até caine". Com um rádio transmissor pendurado no pescoço falava com seus cozinheiros ordenando que abastecessem a gôndola como mais comida: Tá faltando salada, pastelzinho, linguiça e "alois".
Sim meus amigos um restaurante à quilo com comida brasileira e bem temperada,feita por nordestinos do forrobodó (aqueles que não escondem que são nordestinos), sob a batuta de uma risonha e descarada chinezinha.
Eu tinha que conviver um tempo ali pra poder observar aquele lugar improvável e provavelmente louco. Fiz um pratão do tipo pedreiro (pedreiro-food) e lentamente fui comendo aquele cenário surreal que começou a desfilar para meus olhos.
Como já disse era sábado além de feijoada tinha uma variedade enorme de comida percebi que o prédio em cima de nós é uma grande torre de kitchnets entre a Amaral Gurgel e Praça da república. As mesas estavam quase todas lotadas: Entregadores das casas bahia e magazine luíza, mães com suas crianças, porteiros, domésticas, mulheres de comportamento indefinido e muitas muitas travestis com seus maridos, moleques de canela fina com cara de manos de periferia.
Pedi uma tubaína pra acompanhar minha ceia antropofágica. Os trabalhadores braçais também tomavam tubaína de uma de suas mesas me saudaram. Identificação talvez? Reparei que marido de travesti não toma tubaína,todos tomavam coca cola ou fanta uva (algo interessante pra algum teórico pesquisar, não?).
Uma fila gigantesca se formou no balcão da comida. Percebi que havia uma promoção: Deizão pra você conseguir lotar a marmita desde que ela feche. Um negócio da China. Os cozinheiros estavam fora da cozinha acompanhando tudo pra que nenhum espertalhão tentasse enfiar só "carne" na quentinha, comentavam safadezas e riam-se muito. O lugar estava efervescente e alucinado e eu ouvia: Regina quanto tá a marmita? Regina quanto eu pago? Regina acabou o frango. Regina tem maionese? Regina , Regina, Regina Regina...
Eu já enlouquecido só queria saber quem era essa tal de Regina tão requisitada. Foi aí pra minha estupefação e vontade de chorar de rir que descobri que Regina é o nominho no qual todos chamam a chinezinha sorridente e descarada, maestrina daquele lugar tão familiar e profano. Pus-me a pensar que o nome (verdadeiro/chinês)dela talvez seja algo com sonoridade parecida de genitália brasileira.
Que a comida de Regina nos alimente em tempos de fome de poesia e alegria. Que a comida de regina nos traga sobre-vida. Que a comida de Regina nos eleve aos orgasmos. Que a comida de Regina não nos esqueça nas esquinas. Que a comida de Regina desmonte nossas mesquinharias. Que a comida de Regina nos livre de toda baixaria. Que a comida de Regina seja mais fina que você minha filha. Que a comida de Regina ultrapasse a mais valia. Que a comida de Regina se torne idolatria. Que a comida de Regina não te cause embolia. Que a comida de Regina ritme essa sinfonia. Que a comida de Regina não falte nos seus dias. Que a comida de Regina te pegue no canto da pia. Que a comida de Regina devore a maçonaria. Que a comida de Regina nos traga melhores dias.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Malandramente!
... Se quer mulher pra comer a hora que você quiser,paga puta(ditado popular)!
Eu chegava na feira livre sempre por volta das 14 h como de costume todo domingo, pra me abastecer com frutas, legumes e verduras mais em conta, encontrar conhecidos e amigos da vizinhança , divertir-me com os gritos de sentido duplo dos feirantes oferecendo seus produtos, do tipo: Dois real pra enchê a mão de banana. Pode caí de boca que é melancia doce de goiás ,chupa que é manga gostosa da bahia e outras libidinagens mais safadas ainda.
Nesse contexto de domingo redentor e familiar encontro Loren. Sapa das antigas conhecida de todos, uma sobrevivente, intima dos tipos mais loucos que habitam essa cidade: Putinhas(sua preferência), travonas, traficantes, intelectuais taradas. machos sem vergonha, bichas, moradores de rua e obviamente outras saponas. Enfim a fina flor do tecido urbano do centro de uma cidade.
Nos abraçamos e rimos no meio daquela confusão de transeuntes, ele pede pra eu ajudá-la abrir um facebook, pois não domina essas tecnologias suas habilidades residem em outras práticas. Digo que me procure na terça na hora do almoço pra irmos até o Sesc do Bom retiro pois lá o professor de informática me conhece e volta e meia ajuda-me nesses assuntos. Ela esta feliz vai fazer um trampo de camelô vendendo refrigerante e água no minhocão depois vai prum encontro com uma "gata" que conheceu na calçada de uma faculdade de direito da Rua Augusta. Combinamos nosso encontro pra terça nos despedimos cada um seguiu seu caminho.
No dia e horário combinados fui ao encontro de Loren pra abrir seu perfil internético , o primeiro lugar que tentamos. O funcionário não quis colaborar, Segundo ele não bastava só saber de cor o número do RG, Loren deveria também apresentar o documento, Foi aí que lembrei de um centrinho de informática a um quarteirão dali que é da prefeitura com equipamento inferior mas tão eficiente quanto. Sugeri que fossemos e ela topou.
Na entrada dessa bibliotequinha um homem passava por nós praguejando a polícia e com uma pia de banheiro na mão, segundo ele que estava sujo de tinta e cimento tinha ganho de uma obra que havia acabado de fazer. Loren gostou da pia e perguntou se ele vendia e por fim o que seria vendido por 30 foi vendido por 10. Entramos no centrinho de informática com uma pia na mão e Loren que fala alto. Gritava o quanto precisa entrar no mundo virtual pra arrumar namoradas.
Na sala de informática as 18 máquinas estavam ocupadas por homens de rua que passam em abrigo pra tomar banho, comer e lavar roupa. "Pobres mais limpinhos", quando viram eu e Loren entrando com a pia na mão e ela expondo suas entranhas, berrando sua necessidade de arrumar mulheres. Ao invés de nos hostilizarem por algum tipo de machismo ou homofobia. Abriram seus sorrisos e se ofereceram pra ajudar Loren. Eu sentei de lado pra cuidar da pia que o funcionário pediu pra que fosse colocada no chão embaixo de uma cadeira.
Loren foi acolhida e ajudada por aqueles senhores os olhos eram de cumplicidade cachorra e uma certa felicidade assim de quem se vê reconhecido no outro. Os olhos de todos ali passou a ter um brilho a mais, ela a única mulher entre tantos machos sem vergonha. Confessamente sapona e talvez por isso acolhida, afagada, carinhada pelos irmãos. Estava tão feliz com a atenção que estava tendo que gritou: Cês são tão legais. Amanhã vou trazer um café aqui. Aliás café ou barrigudinha(pinga do curote)? Barrigudinha. Resposta uníssona de todos os "mavãs" ali presentes. Nesse momento minha vontade já era sair correndo dali pra gargalhar. A situação já estava fora de controle.Os próprios mavãs abriram a conta de Loren no facebook, tudo era: Sorrisos famintos, olhares cheios de intenções e uma atmosfera de loucura incontida.
Sugeri para Loren que fossemos embora, ela tão feliz que estava confessou em voz alta que estava cheia de levar "bolo" das gatas. Que no último domingo pegou todo dinheiro que ganhou vendendo bebidas do seu isopor e pagou vários litrões de cerveja e uma feijoada pra aquela gata da calçada da faculdade de direito da rua augusta, só ganhou uns beijinhos e abraços; Mas nada de conseguir chupar uma b....a. Os amigos lá do centrinho a confortaram afirmando: Agora com face você vai conseguir chupar muita buceta. Ela tão excitada que estava deu a pia de presente prum dos colegas dali e fomos embora rindo muito de tudo. Pedro Guimarães
... Se quer mulher pra comer a hora que você quiser,paga puta(ditado popular)!
Eu chegava na feira livre sempre por volta das 14 h como de costume todo domingo, pra me abastecer com frutas, legumes e verduras mais em conta, encontrar conhecidos e amigos da vizinhança , divertir-me com os gritos de sentido duplo dos feirantes oferecendo seus produtos, do tipo: Dois real pra enchê a mão de banana. Pode caí de boca que é melancia doce de goiás ,chupa que é manga gostosa da bahia e outras libidinagens mais safadas ainda.
Nesse contexto de domingo redentor e familiar encontro Loren. Sapa das antigas conhecida de todos, uma sobrevivente, intima dos tipos mais loucos que habitam essa cidade: Putinhas(sua preferência), travonas, traficantes, intelectuais taradas. machos sem vergonha, bichas, moradores de rua e obviamente outras saponas. Enfim a fina flor do tecido urbano do centro de uma cidade.
Nos abraçamos e rimos no meio daquela confusão de transeuntes, ele pede pra eu ajudá-la abrir um facebook, pois não domina essas tecnologias suas habilidades residem em outras práticas. Digo que me procure na terça na hora do almoço pra irmos até o Sesc do Bom retiro pois lá o professor de informática me conhece e volta e meia ajuda-me nesses assuntos. Ela esta feliz vai fazer um trampo de camelô vendendo refrigerante e água no minhocão depois vai prum encontro com uma "gata" que conheceu na calçada de uma faculdade de direito da Rua Augusta. Combinamos nosso encontro pra terça nos despedimos cada um seguiu seu caminho.
No dia e horário combinados fui ao encontro de Loren pra abrir seu perfil internético , o primeiro lugar que tentamos. O funcionário não quis colaborar, Segundo ele não bastava só saber de cor o número do RG, Loren deveria também apresentar o documento, Foi aí que lembrei de um centrinho de informática a um quarteirão dali que é da prefeitura com equipamento inferior mas tão eficiente quanto. Sugeri que fossemos e ela topou.
Na entrada dessa bibliotequinha um homem passava por nós praguejando a polícia e com uma pia de banheiro na mão, segundo ele que estava sujo de tinta e cimento tinha ganho de uma obra que havia acabado de fazer. Loren gostou da pia e perguntou se ele vendia e por fim o que seria vendido por 30 foi vendido por 10. Entramos no centrinho de informática com uma pia na mão e Loren que fala alto. Gritava o quanto precisa entrar no mundo virtual pra arrumar namoradas.
Na sala de informática as 18 máquinas estavam ocupadas por homens de rua que passam em abrigo pra tomar banho, comer e lavar roupa. "Pobres mais limpinhos", quando viram eu e Loren entrando com a pia na mão e ela expondo suas entranhas, berrando sua necessidade de arrumar mulheres. Ao invés de nos hostilizarem por algum tipo de machismo ou homofobia. Abriram seus sorrisos e se ofereceram pra ajudar Loren. Eu sentei de lado pra cuidar da pia que o funcionário pediu pra que fosse colocada no chão embaixo de uma cadeira.
Sugeri para Loren que fossemos embora, ela tão feliz que estava confessou em voz alta que estava cheia de levar "bolo" das gatas. Que no último domingo pegou todo dinheiro que ganhou vendendo bebidas do seu isopor e pagou vários litrões de cerveja e uma feijoada pra aquela gata da calçada da faculdade de direito da rua augusta, só ganhou uns beijinhos e abraços; Mas nada de conseguir chupar uma b....a. Os amigos lá do centrinho a confortaram afirmando: Agora com face você vai conseguir chupar muita buceta. Ela tão excitada que estava deu a pia de presente prum dos colegas dali e fomos embora rindo muito de tudo. Pedro Guimarães
Malandramente!
... Se quer mulher pra comer a hora que você quiser,paga puta(ditado popular)!
Eu chegava na feira livre sempre por volta das 14 h como de costume todo domingo, pra me abastecer com frutas, legumes e verduras mais em conta, encontrar conhecidos e amigos da vizinhança , divertir-me com os gritos de sentido duplo dos feirantes oferecendo seus produtos, do tipo: Dois real pra enchê a mão de banana. Pode caí de boca que é melancia doce de goiás ,chupa que é manga gostosa da bahia e outras libidinagens mais safadas ainda.
Nesse contexto de domingo redentor e familiar encontro Loren. Sapa das antigas conhecida de todos, uma sobrevivente, intima dos tipos mais loucos que habitam essa cidade: Putinhas(sua preferência), travonas, traficantes, intelectuais taradas. machos sem vergonha, bichas, moradores de rua e obviamente outras saponas. Enfim a fina flor do tecido urbano do centro de uma cidade.
Nos abraçamos e rimos no meio daquela confusão de transeuntes, ele pede pra eu ajudá-la abrir um facebook, pois não domina essas tecnologias suas habilidades residem em outras práticas. Digo que me procure na terça na hora do almoço pra irmos até o Sesc do Bom retiro pois lá o professor de informática me conhece e volta e meia ajuda-me nesses assuntos. Ela esta feliz vai fazer um trampo de camelô vendendo refrigerante e água no minhocão depois vai prum encontro com uma "gata" que conheceu na calçada de uma faculdade de direito da Rua Augusta. Combinamos nosso encontro pra terça nos despedimos cada um seguiu seu caminho.
No dia e horário combinados fui ao encontro de Loren pra abrir seu perfil internético , o primeiro lugar que tentamos. O funcionário não quis colaborar, Segundo ele não bastava só saber de cor o número do RG, Loren deveria também apresentar o documento, Foi aí que lembrei de um centrinho de informática a um quarteirão dali que é da prefeitura com equipamento inferior mas tão eficiente quanto. Sugeri que fossemos e ela topou.
Na entrada dessa bibliotequinha um homem passava por nós praguejando a polícia e com uma pia de banheiro na mão, segundo ele que estava sujo de tinta e cimento tinha ganho de uma obra que havia acabado de fazer. Loren gostou da pia e perguntou se ele vendia e por fim o que seria vendido por 30 foi vendido por 10. Entramos no centrinho de informática com uma pia na mão e Loren que fala alto. Gritava o quanto precisa entrar no mundo virtual pra arrumar namoradas.
Na sala de informática as 18 máquinas estavam ocupadas por homens de rua que passam em abrigo pra tomar banho, comer e lavar roupa. "Pobres mais limpinhos", quando viram eu e Loren entrando com a pia na mão e ela expondo suas entranhas, berrando sua necessidade de arrumar mulheres. Ao invés de nos hostilizarem por algum tipo de machismo ou homofobia. Abriram seus sorrisos e se ofereceram pra ajudar Loren. Eu sentei de lado pra cuidar da pia que o funcionário pediu pra que fosse colocada no chão embaixo de uma cadeira.
Loren foi acolhida e ajudada por aqueles senhores os olhos eram de cumplicidade cachorra e uma certa felicidade assim de quem se vê reconhecido no outro. Os olhos de todos ali passou a ter um brilho a mais, ela a única mulher entre tantos machos sem vergonha. Confessamente sapona e talvez por isso acolhida, afagada, carinhada pelos irmãos. Estava tão feliz com a atenção que estava tendo que gritou: Cês são tão legais. Amanhã vou trazer um café aqui. Aliás café ou barrigudinha(pinga do curote)? Barrigudinha. Resposta uníssona de todos os "mavãs" ali presentes. Nesse momento minha vontade já era sair correndo dali pra gargalhar. A situação já estava fora de controle.Os próprios mavãs abriram a conta de Loren no facebook, tudo era: Sorrisos famintos, olhares cheios de intenções e uma atmosfera de loucura incontida.
Sugeri para Loren que fossemos embora, ela tão feliz que estava confessou em voz alta que estava cheia de levar "bolo" das gatas. Que no último domingo pegou todo dinheiro que ganhou vendendo bebidas do seu isopor e pagou vários litrões de cerveja e uma feijoada pra aquela gata da calçada da faculdade de direito da rua augusta, só ganhou uns beijinhos e abraços; Mas nada de conseguir chupar uma b....a. Os amigos lá do centrinho a confortaram afirmando: Agora com face você vai conseguir chupar muita buceta. Ela tão excitada que estava deu a pia de presente prum dos colegas dali e fomos embora rindo muito de tudo. Pedro Guimarães
... Se quer mulher pra comer a hora que você quiser,paga puta(ditado popular)!
Eu chegava na feira livre sempre por volta das 14 h como de costume todo domingo, pra me abastecer com frutas, legumes e verduras mais em conta, encontrar conhecidos e amigos da vizinhança , divertir-me com os gritos de sentido duplo dos feirantes oferecendo seus produtos, do tipo: Dois real pra enchê a mão de banana. Pode caí de boca que é melancia doce de goiás ,chupa que é manga gostosa da bahia e outras libidinagens mais safadas ainda.
Nesse contexto de domingo redentor e familiar encontro Loren. Sapa das antigas conhecida de todos, uma sobrevivente, intima dos tipos mais loucos que habitam essa cidade: Putinhas(sua preferência), travonas, traficantes, intelectuais taradas. machos sem vergonha, bichas, moradores de rua e obviamente outras saponas. Enfim a fina flor do tecido urbano do centro de uma cidade.
Nos abraçamos e rimos no meio daquela confusão de transeuntes, ele pede pra eu ajudá-la abrir um facebook, pois não domina essas tecnologias suas habilidades residem em outras práticas. Digo que me procure na terça na hora do almoço pra irmos até o Sesc do Bom retiro pois lá o professor de informática me conhece e volta e meia ajuda-me nesses assuntos. Ela esta feliz vai fazer um trampo de camelô vendendo refrigerante e água no minhocão depois vai prum encontro com uma "gata" que conheceu na calçada de uma faculdade de direito da Rua Augusta. Combinamos nosso encontro pra terça nos despedimos cada um seguiu seu caminho.
No dia e horário combinados fui ao encontro de Loren pra abrir seu perfil internético , o primeiro lugar que tentamos. O funcionário não quis colaborar, Segundo ele não bastava só saber de cor o número do RG, Loren deveria também apresentar o documento, Foi aí que lembrei de um centrinho de informática a um quarteirão dali que é da prefeitura com equipamento inferior mas tão eficiente quanto. Sugeri que fossemos e ela topou.
Na entrada dessa bibliotequinha um homem passava por nós praguejando a polícia e com uma pia de banheiro na mão, segundo ele que estava sujo de tinta e cimento tinha ganho de uma obra que havia acabado de fazer. Loren gostou da pia e perguntou se ele vendia e por fim o que seria vendido por 30 foi vendido por 10. Entramos no centrinho de informática com uma pia na mão e Loren que fala alto. Gritava o quanto precisa entrar no mundo virtual pra arrumar namoradas.
Na sala de informática as 18 máquinas estavam ocupadas por homens de rua que passam em abrigo pra tomar banho, comer e lavar roupa. "Pobres mais limpinhos", quando viram eu e Loren entrando com a pia na mão e ela expondo suas entranhas, berrando sua necessidade de arrumar mulheres. Ao invés de nos hostilizarem por algum tipo de machismo ou homofobia. Abriram seus sorrisos e se ofereceram pra ajudar Loren. Eu sentei de lado pra cuidar da pia que o funcionário pediu pra que fosse colocada no chão embaixo de uma cadeira.
Sugeri para Loren que fossemos embora, ela tão feliz que estava confessou em voz alta que estava cheia de levar "bolo" das gatas. Que no último domingo pegou todo dinheiro que ganhou vendendo bebidas do seu isopor e pagou vários litrões de cerveja e uma feijoada pra aquela gata da calçada da faculdade de direito da rua augusta, só ganhou uns beijinhos e abraços; Mas nada de conseguir chupar uma b....a. Os amigos lá do centrinho a confortaram afirmando: Agora com face você vai conseguir chupar muita buceta. Ela tão excitada que estava deu a pia de presente prum dos colegas dali e fomos embora rindo muito de tudo. Pedro Guimarães
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Silêncio da música
Preciso de um tempo da escrita!
Ver e ouvir,com coragem de não comentar. Difícil!?!
Eu e minha irmã. Sempre tão próximos de data de nascimento.
Conservamos complicações nossas. Certas verdades nunca ditas mas compreendidas. Um silêncio quase absoluto nas noites de natal. Uma cumplicidade amorosa insustentável que abriga perigos e silêncios barulhentos.
Preciso de um tempo da escrita. Eu e minha irmã.
Minha única irmã.
Sempre tão próximos de nascimentos e conversas.
Cumpliciamos os assuntos mais nossos nas situações mais distantes.
Ela não aprova meus rompantes nem minhas compulsões; eu recrimino sua imobilidade de cotidiano e assim amamos nossas vidas.
Vidas distintas distantes e incapazes de suprimir nossos descontentamentos.
Nossas lágrimas são as mesmas!
Ver e ouvir,com coragem de não comentar. Difícil!?!
Eu e minha irmã. Sempre tão próximos de data de nascimento.
Conservamos complicações nossas. Certas verdades nunca ditas mas compreendidas. Um silêncio quase absoluto nas noites de natal. Uma cumplicidade amorosa insustentável que abriga perigos e silêncios barulhentos.
Preciso de um tempo da escrita. Eu e minha irmã.
Minha única irmã.
Sempre tão próximos de nascimentos e conversas.
Cumpliciamos os assuntos mais nossos nas situações mais distantes.
Ela não aprova meus rompantes nem minhas compulsões; eu recrimino sua imobilidade de cotidiano e assim amamos nossas vidas.
Vidas distintas distantes e incapazes de suprimir nossos descontentamentos.
Nossas lágrimas são as mesmas!
- Quando nos vemos controlo o que dentro de mim não controlo.
- Ela chora!
- Mulher maltrata a gente!?!
- Deve ser pelo que passam com maridos/filhos. Com a vida!
- Ai se a vida fosse menos triste? Arrancaria de dentro da gente as belezas que vêm sei lá de onde!
- Valorizando alegrias que tentamos mentir nas nossas verdades.
- Sim!
- Mentiras movem desejos. Desejos repletos de sentimentos mais completos.
- Sentimentos verdadeiros, que magoam e ferem.
- Que sua verdade não destrua o que sempre acreditei!
- Não me machuque ainda mais.
- Não falo e nem entendo a tua língua inglesa.
- Que dominou o mundo "justa-pondo-se" como quem domina e explica até a minha poesia.
- O que penso,faço e sinto não te pertencem. Pedro Guimarães
terça-feira, 12 de julho de 2016
Desafio frio
Desafio frio
O tempo não poupa a gente!
Nem da nossa decadência, lembranças, felicidades e assombros
Nos coloca assim a contragosto
Com o silêncio da nossa cabeça
Barulhento e esclarecedor que esclarece dores
Mas não as explica
Submergir desse mar abissal
Te traz a certeza de sobreviver a um naufrágio
Mas não há garantia de lugar pra donde andar seguro
E continuamos amando e seguindo a vida
Todas. Sem sentido de chegadas ou partidas
Com a única certeza que nascemos esculturas gigantes
Que vão se desgastando por um vento cósmico
De quando nascemos até nosso último instante
Uma espécie de morrer ao contrário
Um zumbido no ouvido que pode virar sons enlouquecedores
O silêncio da nossa cabeça pode ser gritos ensurdecedores
Causando danos irreparáveis capazes de nos redimir de uma vida tão barulhenta.
Pedro Guimarães
O tempo não poupa a gente!
Nem da nossa decadência, lembranças, felicidades e assombros
Nos coloca assim a contragosto
Com o silêncio da nossa cabeça
Barulhento e esclarecedor que esclarece dores
Mas não as explica
Submergir desse mar abissal
Te traz a certeza de sobreviver a um naufrágio
Mas não há garantia de lugar pra donde andar seguro
E continuamos amando e seguindo a vida
Todas. Sem sentido de chegadas ou partidas
Com a única certeza que nascemos esculturas gigantes
Que vão se desgastando por um vento cósmico
De quando nascemos até nosso último instante
Uma espécie de morrer ao contrário
Um zumbido no ouvido que pode virar sons enlouquecedores
O silêncio da nossa cabeça pode ser gritos ensurdecedores
Causando danos irreparáveis capazes de nos redimir de uma vida tão barulhenta.
Pedro Guimarães
sábado, 9 de julho de 2016
Deuses
Deuses
Não culpo deus por todo sofrimento!
Da minha mãe e de meu pai que tanto o temeram.
Esqueço deus pra que ele exista.
Tão chato é comunista ateu!
Fundamentalista crente!
Como puta que se apaixona.
Macho que em segredo quer dar o cu.
Esqueço deus pra que ela exista.
Chorando pelos cantos do quarto.
Um quarto que não chega nem na metade!
Minhas lembranças são mais destruidoras
Que meu esquecimento.
Gostaria de esquecer um certo amor que nunca tive.
Amar mais ainda os loucos de rua da minha infância.
Poder imortaliza-los!
Pra não sentir e chorar tanto suas mortes.
Que deus me perdoe por esquece-los
Por odiar monoteísmos!
O oriente médio poderia ser máximo.
Não vou falar sobre meus ódios e rancores.
Mais feliz que os Estados Unidos da América
Te desejo tudo. Mas tudo!
Que almejas em mais profundo segredo.
Desde que isso não destrua o mundo e nem eu.
Te imploro que confesse-me tudo!!!
Sem inibição ou constrangimentos.
Que sua felicidade traia cuecas e calcinhas.
Te explodindo como chuva de purpurina.
Quero que você se foda por que te amo!
Que o diabo te carregue pra gozos e alegrias!
Que a puta que te pariu te gere melhor!
Se deus quiser. E assim há de querer. Amém.
Não culpo deus por todo sofrimento!
Da minha mãe e de meu pai que tanto o temeram.
Esqueço deus pra que ele exista.
Tão chato é comunista ateu!
Fundamentalista crente!
Como puta que se apaixona.
Macho que em segredo quer dar o cu.
Esqueço deus pra que ela exista.
Chorando pelos cantos do quarto.
Um quarto que não chega nem na metade!
Minhas lembranças são mais destruidoras
Que meu esquecimento.
Gostaria de esquecer um certo amor que nunca tive.
Amar mais ainda os loucos de rua da minha infância.
Poder imortaliza-los!
Pra não sentir e chorar tanto suas mortes.
Que deus me perdoe por esquece-los
Por odiar monoteísmos!
O oriente médio poderia ser máximo.
Não vou falar sobre meus ódios e rancores.
Mais feliz que os Estados Unidos da América
Te desejo tudo. Mas tudo!
Que almejas em mais profundo segredo.
Desde que isso não destrua o mundo e nem eu.
Te imploro que confesse-me tudo!!!
Sem inibição ou constrangimentos.
Que sua felicidade traia cuecas e calcinhas.
Te explodindo como chuva de purpurina.
Quero que você se foda por que te amo!
Que o diabo te carregue pra gozos e alegrias!
Que a puta que te pariu te gere melhor!
Se deus quiser. E assim há de querer. Amém.
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