A dor dela é de um câncer mas não te falarei. Sempre me avista antes. Me chama pelo nome e eu acabo lembrando do seu.
Recordo de quanto a ensinei. Ela por sua vez temia a vida que tentava amadurecer e não reclamar da "Sida". Vida que até hoje não amadureceu.
O que trago daquele tempo são só as dores, que não tão doces, favorecem as cores dos amores que sempre vivi e sôfregos me alimentaram tornando-me o que sou.
Portento aquilo que sobrevoou minha pele, meu rosto e nossa vontade de não ser nada.
Temo o esquecimento mais do que a morte. Só a vida acalanta meu puro desejo de ser amado.
Tenho medo do desamor para comigo.Não sei quanta dor consigo e não a desejo.
Talvez amar alguém seja necessário saber quem?
Vivo tentando fugir dos meus ódios.
O sentido do controle me escorre pelos dedos e vou lambendo lambendo, aquilo que pra você parece bobagem.
Besteira maior é sentir o que não se pode dizer.
A idiotice de sentimentos ocos.
Quem sabe um dia, uma tarde uma noite.Consiga controlar meu sonhos pra que isso não assuste tanto. Nem traga tanto espanto.
Gosto tanto da vida que sonhos estranhos amedrontam-me da morte.
Meu mal é gostar disso que vivo comigo e com os outros; até com quem não conheço.
Isso macula minhas lágrimas, ternuras e dores.
Por que as dores?
A vida seria tão melhor sem elas!
Pior que o sal das lágrimas é a insistência naquilo que não conseguimos. Algum tipo de poesia, por mais barata ou vulgar que se apresente.
Por que o amor é tão dificil?
Por que o amor é tão dificil?
Por que o amor é tão dificil?
Por que o amor é tão dificil?
Por que o amor é tão dificil?
Por que o amor é tão dificil?
Por que o amor é tão dificil?
Por que amar você não foi possível...?
Pedro Guimarães. https://www.youtube.com/watch?v=UUDXFJxTAOU
monstrificação
- Cachorrio
- CARA DE QUE? (Projeto matilha no RJ)
- CHINELADAAA (LARGO DA BATATA)
- chineladaaa_monstrificacao
- Des-anjo negro
- Estado de Sitio
- Filmes- filmefobia
- Filmes-Arquitetura da exclusão
- Filmes-Cidade de quem?
- Filmes-O céu nos observa-Lixo
- Filmes-o que fez o cabelo...
- Filmes-Verdim
- Olhos de fuligem
- REGISTRÁVICOS
Creative Commons
A obra Registrávicos 2 de Pedro Guimarães foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em www.youtube.com.
Podem estar disponíveis permissões adicionais ao âmbito desta licença em http://pedraoguimaraes.blogspot.com/.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
terça-feira, 14 de abril de 2015
Negra ruiva
Parece minha tia Cercila, confesso que não conheci muito esta senhora ente querida. Mas Cercila aqui minha vizinha conheço bem são treze anos convivendo e a encontrando na calçada, mercado e nos elevadores. A conversa entre nós é sempre cheia de capsciosidade e um certo tom de libidinosidade sempre me perguntando sobre minha vida sexual-matrimonial e se saio pra sambar. Quando encontra com meus amigos músicos aí fica ainda mais afoita e curiosa.
Sei que ela é natural do Grajaú (Rio de Janeiro) que mora em São Paulo há mais de 30 anos onde trabalhando como cozinheira e doméstica em casas finas conseguiu comprar seu apartamento aqui, reclama muito do quanto é vítima de inveja e olho gordo e que dessa forma tem que proteger-se espiritualmente. Nas sextas-feira vai num terreirinho bater tambor (saravá meu pai), no sábado vai louvar na igreja evangélica e termina essa peregrinação no começo da semana: Domingo, onde vai a missa comungar com santos e o espirito santo.
Com sua vaidade extrema mantém seu picumã (cabelo crespo) bem alisado pra cima conexão com o cosmos. E com uma indefectível tinta vermelha que lhe dá assim um ar e status de madamezona branca. Volta e meia comenta como é abordada nas ruas por elogios aos seus cabelos.
Dona de um olhar faminto de quem esta prestes a devorar o primeiro homem que cruzar a próxima esquina, é inquieta, falante, sagaz dona de uma seriedade antropfágica. Coisa que pode faze-la as vezes mal interpretada como louca, tarada coisa assim. Mas muito pelo contrário é até recatado e sofrega.
Tem um pequeno desafeto com Almira uma ex moradora daqui professora de história engajada nas lutas sociais, aguerrida com um discurso mordaz ideologicamente patrulhador, pois essa certa vez cobrou posicionamento político mais condizente dela enquanto mulher negra.
Há alguns dias atrás encontrei essa "Cercila", ela falante e apressada começou uma prosa comigo sobre ervas para banhos e endereços de lojinhas de artigos religiosos.
- Disse estar bem por fora desses assuntos e aproveitei para dar uma alfinetada, começando assim esse dialogo:
Eu- Cadê Almira? Tem visto?
"Cercila"- Você não soube? Mudou-se.
Eu- É mesmo. Agora me lembro, alugou uma casinha lá no Butantã.
"Cercila"- Que chic ela não?
Eu- Casou-se com um negrão lá do movimento negro da USP.
"Cercila" (Num misto de estupefação, inveja e ódio) Sorte dela!
Eu nunca vi nem nunca pus um dedo num negrão.
Só os homens brancos se interessam por mim.
Nessa hora sai fora pois não iria gargalhar na cara dela, fiquei dias lembrando do ocorrido e rindo sozinho como um débil mental.
Pedrão Guimarães
Sei que ela é natural do Grajaú (Rio de Janeiro) que mora em São Paulo há mais de 30 anos onde trabalhando como cozinheira e doméstica em casas finas conseguiu comprar seu apartamento aqui, reclama muito do quanto é vítima de inveja e olho gordo e que dessa forma tem que proteger-se espiritualmente. Nas sextas-feira vai num terreirinho bater tambor (saravá meu pai), no sábado vai louvar na igreja evangélica e termina essa peregrinação no começo da semana: Domingo, onde vai a missa comungar com santos e o espirito santo.
Com sua vaidade extrema mantém seu picumã (cabelo crespo) bem alisado pra cima conexão com o cosmos. E com uma indefectível tinta vermelha que lhe dá assim um ar e status de madamezona branca. Volta e meia comenta como é abordada nas ruas por elogios aos seus cabelos.
Dona de um olhar faminto de quem esta prestes a devorar o primeiro homem que cruzar a próxima esquina, é inquieta, falante, sagaz dona de uma seriedade antropfágica. Coisa que pode faze-la as vezes mal interpretada como louca, tarada coisa assim. Mas muito pelo contrário é até recatado e sofrega.
Tem um pequeno desafeto com Almira uma ex moradora daqui professora de história engajada nas lutas sociais, aguerrida com um discurso mordaz ideologicamente patrulhador, pois essa certa vez cobrou posicionamento político mais condizente dela enquanto mulher negra.
Há alguns dias atrás encontrei essa "Cercila", ela falante e apressada começou uma prosa comigo sobre ervas para banhos e endereços de lojinhas de artigos religiosos.
- Disse estar bem por fora desses assuntos e aproveitei para dar uma alfinetada, começando assim esse dialogo:
Eu- Cadê Almira? Tem visto?
"Cercila"- Você não soube? Mudou-se.
Eu- É mesmo. Agora me lembro, alugou uma casinha lá no Butantã.
"Cercila"- Que chic ela não?
Eu- Casou-se com um negrão lá do movimento negro da USP.
"Cercila" (Num misto de estupefação, inveja e ódio) Sorte dela!
Eu nunca vi nem nunca pus um dedo num negrão.
Só os homens brancos se interessam por mim.
Nessa hora sai fora pois não iria gargalhar na cara dela, fiquei dias lembrando do ocorrido e rindo sozinho como um débil mental.
Pedrão Guimarães
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
A cadela da internet 2
A cadela da internet 2
Razões para o evangelismo.
Claudinei desde muito cedo sentia certas coisas estranhas e fortes, que por receio e algum sentido de sobrevivência ancestral não contava nem pra sua mãe e muito menos aos outros garotos.
Sabe-se lá desde quando sentia calafrios quando observava homens mais velhos beijando e acariciando suas queridas, não sabia o que acontecia de mais sério entre um homem e uma mulher, mas tinha uma certeza entorpecedora que deveria ser algo sensacional que até lhe dava medo do momento em que descobrisse.
Vivendo naquela cidade pequena e provinciana se inclinou a caridade muito cedo, os pais frequentavam a Assembléia de Deus ele os acompanhava não só aos cultos mais também as visitas em orfanatos, asilos, presídios e barracos onde podiam pregar a palavra através do testemunho da bíblia e prover necessitados de cestas básicas, roupas semi novas e até de algum eletro domestico fruto de doação. Assim ele foi crescendo sem que aquilo que lhe era mais incomodo fosse posto a prova ou em contestação, aprendeu a não enfrentar seus demônios internos certo que isso iria ser domado com o tempo, como o cão quem um dia manda-se para o adestrador e tudo se resolve.
Era bom filho, bom aluno e um ótimo fiel na sua congregação, tudo estava muito bem e de acordo com o que a família traçava para seu futuro de gente ordeira, honesta e temente a Deus. Mas o acaso é de todos os deuses o mais impiedoso.
Claudinei quando menos esperava foi introduzido nos prazeres da carne por um peão da sítio de seu papai. Com quatorze anos entendeu os porquês daquela sensação que sentia há muito, que temia e não entendia, passou a olhar tudo diferente. As pessoas sempre lhe suscitavam a curiosidade dos palavrões e sussurros da hora de seus gozos e obviamente, como mais gostavam e o que cada uma fazia de melhor no segredo de suas alcovas.
Aplicado e dedicado não deu trabalho a sua família, saiu de casa só pra fazer teologia, voltou formado pastor pra levar a frente o trabalho de evangelização na igreja onde fora criado, aos 23 casou-se com Marcelle irmã devota do seu mesmo rebanho. Nas ultimas eleições municipais elegeu-se vereador, mas algo não anda bem.
Numa dessas tardes quentes de sol Marcelle no salão de beleza enquanto fazia cabelo, unha e depilação intima desabafou a uma das esteticistas que Claudinei não a procura sexualmente que o casamento nunca se consumou carnalmente e que ela tem desejos monstruosos para com outros homens e que se viciou em pornografia que tem acesso graças a internet, fofoca que se espalhou pela cidade toda como uma torrencial chuva de verão.
Claudinei também esta em risco ele possui uma pequena chácara que aluga e empresta para churrasquinhos a beira da piscina para cidadãos menos abastados daquele lugar, em setembro passado por ocasião do aniversário de um rapagão- mulatão da vila operaria de uns 19 ou 20 anos. A chácara seria emprestada em troca de favores não tão luteranos assim , foi então que o nosso pastor- vereador enviou um torpedo para o celular do rapagão com o seguinte texto : Você me ajuda e eu te ajudo, só um boquete por favor! Te empresto a chácara por dois dias.
O mulatão sem escrúpulo e coração mostrou o conteúdo do torpedo pra metade da cidade. Como sobreviver com essa tal de internet.Mesmo o pastor que enquanto vereador criou conceito,dando de comer pra tantos graças a cozinha popular que criou na cidade não esta incólume à cadela da internet.
Razoes para o Catolicismo.
O que dizer sobre Edmílson. A não ser que desde muito cedo já era apontado como o "viadinho" entregador de pão da padaria central.Embora sofresse deste estigma não se deixou abater manteve-se incógnito toda sua infância e adolescência, quem quer que fosse que abusava sexualmente da criança nunca foi descoberto ou revelado.
Segredo que Edmílson levara pro tumulo acredito eu; Sendo assim por mais explicito que fossem os trejeitos e maneirismos do menino, era aceito e tolerado pelo fato do amante não ser do conhecimento de ninguém da cidade ele vivia relativamente aceito se tornando coroinha do padre Aquiles.
Edmílson depois de um bom tempo ajudando em missas e casas paroquiais consegue sua tão sonhada admissão em um seminário lá no vale do Paraíba. Vai estudar do lado, bem perto do santuário da mãe Aparecida, tem uma alegria eufórica que lhe consome o corpo, a alma todos os sentidos.
Vive nesse seminário por cinco anos onde ordena-se padre:orgulho de uma família pobre e negra. Volta para sua cidade natal, revoluciona paradigmas da religiosidade local faz missas e programas radiofônicos via internet. Seus ritos são repletos de cânticos e coreografias é uma unanimidade dali, adorado por sua comunidade, até que um belo dia; O acaso que é dos deuses o mais impiedoso se faz presente.
Após uma transmissão radiofônica internética um canal é esquecido aberto e assim sendo pode-se ouvir uma conversa íntima sobre uma série extraordinária de posições sexuais entre o padre e o seu amante da última noite; esse então que era considerado a salvação do catolicismo local passa a ser destratado com xingamentos como: macaco/ urubu.
Mais um mártir da cadela da internet.
Edmílson e Claudinei contemporâneos, conterrâneos e suspeitos de safadezas por uma cidade inteira, um negro outro branco,um extremamente protestante e outro extremamente católico. Movidos pelo sinistro de esconderem-se na sombra de seus desejos inconfessos com a profundidade de assombrações que esgueiram-se evitando a luz de um "espirito santo" (suas verdades internas), assim como vampiros evitando a luz do sol para não se desintegrarem.Todo cuidado é pouco com a cadela da internet.
Pedrão Guimarães
Razões para o evangelismo.
Claudinei desde muito cedo sentia certas coisas estranhas e fortes, que por receio e algum sentido de sobrevivência ancestral não contava nem pra sua mãe e muito menos aos outros garotos.
Sabe-se lá desde quando sentia calafrios quando observava homens mais velhos beijando e acariciando suas queridas, não sabia o que acontecia de mais sério entre um homem e uma mulher, mas tinha uma certeza entorpecedora que deveria ser algo sensacional que até lhe dava medo do momento em que descobrisse.
Vivendo naquela cidade pequena e provinciana se inclinou a caridade muito cedo, os pais frequentavam a Assembléia de Deus ele os acompanhava não só aos cultos mais também as visitas em orfanatos, asilos, presídios e barracos onde podiam pregar a palavra através do testemunho da bíblia e prover necessitados de cestas básicas, roupas semi novas e até de algum eletro domestico fruto de doação. Assim ele foi crescendo sem que aquilo que lhe era mais incomodo fosse posto a prova ou em contestação, aprendeu a não enfrentar seus demônios internos certo que isso iria ser domado com o tempo, como o cão quem um dia manda-se para o adestrador e tudo se resolve.
Era bom filho, bom aluno e um ótimo fiel na sua congregação, tudo estava muito bem e de acordo com o que a família traçava para seu futuro de gente ordeira, honesta e temente a Deus. Mas o acaso é de todos os deuses o mais impiedoso.
Claudinei quando menos esperava foi introduzido nos prazeres da carne por um peão da sítio de seu papai. Com quatorze anos entendeu os porquês daquela sensação que sentia há muito, que temia e não entendia, passou a olhar tudo diferente. As pessoas sempre lhe suscitavam a curiosidade dos palavrões e sussurros da hora de seus gozos e obviamente, como mais gostavam e o que cada uma fazia de melhor no segredo de suas alcovas.
Aplicado e dedicado não deu trabalho a sua família, saiu de casa só pra fazer teologia, voltou formado pastor pra levar a frente o trabalho de evangelização na igreja onde fora criado, aos 23 casou-se com Marcelle irmã devota do seu mesmo rebanho. Nas ultimas eleições municipais elegeu-se vereador, mas algo não anda bem.
Numa dessas tardes quentes de sol Marcelle no salão de beleza enquanto fazia cabelo, unha e depilação intima desabafou a uma das esteticistas que Claudinei não a procura sexualmente que o casamento nunca se consumou carnalmente e que ela tem desejos monstruosos para com outros homens e que se viciou em pornografia que tem acesso graças a internet, fofoca que se espalhou pela cidade toda como uma torrencial chuva de verão.
Claudinei também esta em risco ele possui uma pequena chácara que aluga e empresta para churrasquinhos a beira da piscina para cidadãos menos abastados daquele lugar, em setembro passado por ocasião do aniversário de um rapagão- mulatão da vila operaria de uns 19 ou 20 anos. A chácara seria emprestada em troca de favores não tão luteranos assim , foi então que o nosso pastor- vereador enviou um torpedo para o celular do rapagão com o seguinte texto : Você me ajuda e eu te ajudo, só um boquete por favor! Te empresto a chácara por dois dias.
O mulatão sem escrúpulo e coração mostrou o conteúdo do torpedo pra metade da cidade. Como sobreviver com essa tal de internet.Mesmo o pastor que enquanto vereador criou conceito,dando de comer pra tantos graças a cozinha popular que criou na cidade não esta incólume à cadela da internet.
Razoes para o Catolicismo.
O que dizer sobre Edmílson. A não ser que desde muito cedo já era apontado como o "viadinho" entregador de pão da padaria central.Embora sofresse deste estigma não se deixou abater manteve-se incógnito toda sua infância e adolescência, quem quer que fosse que abusava sexualmente da criança nunca foi descoberto ou revelado.
Segredo que Edmílson levara pro tumulo acredito eu; Sendo assim por mais explicito que fossem os trejeitos e maneirismos do menino, era aceito e tolerado pelo fato do amante não ser do conhecimento de ninguém da cidade ele vivia relativamente aceito se tornando coroinha do padre Aquiles.
Edmílson depois de um bom tempo ajudando em missas e casas paroquiais consegue sua tão sonhada admissão em um seminário lá no vale do Paraíba. Vai estudar do lado, bem perto do santuário da mãe Aparecida, tem uma alegria eufórica que lhe consome o corpo, a alma todos os sentidos.
Vive nesse seminário por cinco anos onde ordena-se padre:orgulho de uma família pobre e negra. Volta para sua cidade natal, revoluciona paradigmas da religiosidade local faz missas e programas radiofônicos via internet. Seus ritos são repletos de cânticos e coreografias é uma unanimidade dali, adorado por sua comunidade, até que um belo dia; O acaso que é dos deuses o mais impiedoso se faz presente.
Após uma transmissão radiofônica internética um canal é esquecido aberto e assim sendo pode-se ouvir uma conversa íntima sobre uma série extraordinária de posições sexuais entre o padre e o seu amante da última noite; esse então que era considerado a salvação do catolicismo local passa a ser destratado com xingamentos como: macaco/ urubu.
Mais um mártir da cadela da internet.
Edmílson e Claudinei contemporâneos, conterrâneos e suspeitos de safadezas por uma cidade inteira, um negro outro branco,um extremamente protestante e outro extremamente católico. Movidos pelo sinistro de esconderem-se na sombra de seus desejos inconfessos com a profundidade de assombrações que esgueiram-se evitando a luz de um "espirito santo" (suas verdades internas), assim como vampiros evitando a luz do sol para não se desintegrarem.Todo cuidado é pouco com a cadela da internet.
Pedrão Guimarães
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Quando criança queria ser médico.
...Só não foi embora a necessidade de ser leve apesar de tanto peso nas costas... Com óculos escuros de Cartola. Max de Castro.
O grande Cartola tinha aquele nariz necrosado por um erro médico. O tal médico médico lhe atendia quase de graça ou de desgraça; Proibiu-lhe de contar sobre o erro do qual foi vítima. E ele acatou a condição pacto que lhe marcou a vida toda.
Pedreiro que escrevia com requinte e profundidade de catedrático. Será que no seu mais profundo não se aplacava de uma dor, destas que consomem até a alma. Comediu maiores ódios e vinganças e foi Cartola. Gostaria que alguém me respondesse se no mais profundo de suas grutas interiores, não gostaria de restituir a beleza do seu nariz. Nariz que o acompanhou até a morte.
Morrer é resignar-se a condição maior da vida ou quem sabe renascer pra outra vida melhor?
Os óculos e o nariz necrosado foram as marcas principais do seu rosto. Sua poesia, singela música fez história, é vida e se transforma até mesmo pra quem não ama sua própria.
Um nariz tão preto quanto aquele não é negro!
Tragédias cariocas são bem compreendidas por quem sofre e sofreu como Nelson Rodrigues, falso nordestino negador de sua pernanbucanidade, sagrando-se carioca observador ressentido de sua não santidade. Também tenho no corpo marcas que involuntariamente herdei da medicina .No momento também me calei; Não havia o facebook para se denunciar.Tento controlar meus ódios e rancores. Por que amar é tão mais difícil?
Pedrão Guimarães
O grande Cartola tinha aquele nariz necrosado por um erro médico. O tal médico médico lhe atendia quase de graça ou de desgraça; Proibiu-lhe de contar sobre o erro do qual foi vítima. E ele acatou a condição pacto que lhe marcou a vida toda.
Pedreiro que escrevia com requinte e profundidade de catedrático. Será que no seu mais profundo não se aplacava de uma dor, destas que consomem até a alma. Comediu maiores ódios e vinganças e foi Cartola. Gostaria que alguém me respondesse se no mais profundo de suas grutas interiores, não gostaria de restituir a beleza do seu nariz. Nariz que o acompanhou até a morte.
Morrer é resignar-se a condição maior da vida ou quem sabe renascer pra outra vida melhor?
Os óculos e o nariz necrosado foram as marcas principais do seu rosto. Sua poesia, singela música fez história, é vida e se transforma até mesmo pra quem não ama sua própria.
Um nariz tão preto quanto aquele não é negro!
Tragédias cariocas são bem compreendidas por quem sofre e sofreu como Nelson Rodrigues, falso nordestino negador de sua pernanbucanidade, sagrando-se carioca observador ressentido de sua não santidade. Também tenho no corpo marcas que involuntariamente herdei da medicina .No momento também me calei; Não havia o facebook para se denunciar.Tento controlar meus ódios e rancores. Por que amar é tão mais difícil?
Pedrão Guimarães
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Meu nome é Flávio...
Foi ontem que ele não soube informar onde moro
O telefone tocou era minha visita que requisitava o endereço
Percebi que se tratava de um descompasso com o porteiro novo
Aliás, poderia dizer que gostaria de saber onde os recrutam; mas sei!
Emergem dos arrabaldes do esquecimento, de onde ninguém gostaria de morar.
Onde tantos moram, convivem, comungam e copulam
Onde a pobreza e o abandono sintetizam o colorido das cores
Com todas as crianças desembestadas e barulhentamente cerelepes
Bem provável que Flávio, é esse o nome do novo porteiro, tenha vindo de um lugar mais ou menos assim.
Se mais pra mais ou pra menos, não sei?
O que percebo é que sua proximidade recente conosco ainda não o contaminou de insensibilidade e cinismo.
Ainda mantém uma postura cabisbaixa, sofrida subserviente.
Até quando. Vai depender do seu temperamento e do contato conosco
Mas percebo também uma tristeza no seu semblante, tristeza essa daqueles menos requisitados do que ainda desejados
Esperançosos de encontros e afetos tão invisíveis como moradores de rua
Sábado conversando com um engraxate na cracolândia este contou-me que quando morava nas calçadas certa vez dormia embaixo de chuva com três cobertores. Na medida em que a chuva apertou apareceram mais três e ele deu seus cobertores para os outros "mavãs" poderem dormir, até mesmo por que havia uma senhora bem idosa entre os recém chegados; e que só fez isso por que estava bem doido de cachaça e drogas não sentindo o frio daquele momento.
Me espelhei nessa história para entender a piedade que senti do nosso novo porteiro. Talvez se estivesse na sobriedade careta e aconchegante do cobertor que me aquece quando o mirei pela primeira vez
, não teria reparado no semblante triste e caído do seu rosto.
Pedrão Guimarães
O telefone tocou era minha visita que requisitava o endereço
Percebi que se tratava de um descompasso com o porteiro novo
Aliás, poderia dizer que gostaria de saber onde os recrutam; mas sei!
Emergem dos arrabaldes do esquecimento, de onde ninguém gostaria de morar.
Onde tantos moram, convivem, comungam e copulam
Onde a pobreza e o abandono sintetizam o colorido das cores
Com todas as crianças desembestadas e barulhentamente cerelepes
Bem provável que Flávio, é esse o nome do novo porteiro, tenha vindo de um lugar mais ou menos assim.
Se mais pra mais ou pra menos, não sei?
O que percebo é que sua proximidade recente conosco ainda não o contaminou de insensibilidade e cinismo.
Ainda mantém uma postura cabisbaixa, sofrida subserviente.
Até quando. Vai depender do seu temperamento e do contato conosco
Mas percebo também uma tristeza no seu semblante, tristeza essa daqueles menos requisitados do que ainda desejados
Esperançosos de encontros e afetos tão invisíveis como moradores de rua
Sábado conversando com um engraxate na cracolândia este contou-me que quando morava nas calçadas certa vez dormia embaixo de chuva com três cobertores. Na medida em que a chuva apertou apareceram mais três e ele deu seus cobertores para os outros "mavãs" poderem dormir, até mesmo por que havia uma senhora bem idosa entre os recém chegados; e que só fez isso por que estava bem doido de cachaça e drogas não sentindo o frio daquele momento.
Me espelhei nessa história para entender a piedade que senti do nosso novo porteiro. Talvez se estivesse na sobriedade careta e aconchegante do cobertor que me aquece quando o mirei pela primeira vez
, não teria reparado no semblante triste e caído do seu rosto.
Pedrão Guimarães
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Carnaval de razões
Eram tempos loucos aqueles, pelo menos três vezes por semana o mesmo grupo ali, naqueles três bares em frente ao grande cinema de rua um dos poucos que não virou nem cine pornô, estacionamento ou templo evangélico.
Ali se colocava a prova toda informação política, artístico-filosófica e boataria é lógico; O que seria da inte
ligência sem um pouco da boa e velha fofoca?
ligência sem um pouco da boa e velha fofoca?
Pelas razões mais diversas uns sumiam outros apareciam, era sempre surpreendente aquele lugar recheado de fatos, envolvido em relatos mais ou menos ortodoxos que asseguravam uma brisa hedonista de exercícios libertários muitas vezes bastante perigosos.
Alguns daqueles conhecidos padeceram de doenças oportunistas, constrangedoras, teve gente até assassinada. Lembrando me estarreço mas nem eu nem tantos outros que fizemos dali nossa praça não nos arrependemos nem haveríamos disso.
Encontrei Lavinho um dia desses, depois de muitas gargalhadas perguntei sobre Marquinhos. Um arquiteto pequeno, falante e serelepe que a gente sempre cruzava naquele pedaço.
Esse tal Marquinhos sempre me intrigou. Era sabido que pertencia a uma família rica ali de higienópolis ou Pacaembu, sei lá? O que sei é que o cara era bem maluco falava como um oligarca paulistano; sem perder um sentido estético bastante e humano com relação suas observações sem arrogância, poderia ser tão duro quanto qualquer um de nós, sabíamos da sua condição de burguês por que os entregadores de comida de um dos bares conheciam sua casa e família e nos relataram que se tratava de gente com muita grana.
Conversei poucas vezes com ele; Mas sempre a conversa aconteceu repleta figuras de linguagens e de imagens bastante agradáveis e engraçadas. O que me parecia curioso era o fato dele ter um tom de pele assim negro claro, uma coisa mulata, e ser da alta burguesia paulistana. Não nos habituamos nem a ver nem imaginar pessoas assim nestas condições.
Nunca o indaguei com relação a sua cor. Seriam negros ancestralmente enriquecidos? Filhos ilegítimos ou adotivos da burguesia? Descendentes de estrangeiros? Golpistas? Nunca compreendi e principalmente nunca tive coragem de perguntar.
O interessante era que Marquinhos tinha descontração e afabilidade mas também nutria um ar fidalgo de quem teve acesso a bons tratos e boa educação, inclusive quem nos apresentou foi o Lavinho que eu sabia que já tinha sido exportador de madeira para os Estados Unidos e que depois de perder um grande amor, desencantou-se do arrojo para os negócios vivendo já naquela época com conforto mínimo de dignidade modesta, e com as memórias de quando foi rico.
Um ex rico e outro rico ainda, que me tratavam com muito respeito e carinho, não posso reclamar sempre foi muito legal encontrar com os caras eu não sentia nenhum tipo de pedantismo da parte deles em relação a mim; Muito pelo contrário parecíamos crianças juntos. Tudo era motivo de risos e deboches. Nem a discussão política destoava nossas idéias e conceitos.
Passaram-se então quase 10 anos e perdi os caras de vista as cidades foram se tornando mais opressivas, violentas e desgraçadamente proibitivas. Dessa forma fiquei super feliz quando reencontrei o Lavinho alguns dias atrás e ele contou-me sobre o paradeiro do nosso outro amigo.
Marquinhos há uns oito anos atrás foi passar um carnaval no Rio habituado como sempre, a viajar dentro e fora do país em ocasiões de festas e feriados. mas este carnaval lhe tatuou a carne com uma doce cicatriz, conheceu uma pessoa no Rio durante as orgias de Momo.
Perdeu o controle e o senso individualista que o protegia, trouxe essa criatura pra São Paulo levando-a até a casa herdada onde vivia com os irmãos no bairro nobre.
Na mansão sem discrição ou pudor reuniu os irmãos( que segundo me disseram são todos muito parecidos com uma única mulher entre eles) se pronunciando.
Disse que aquele ali seria seu homem, marido, amante e amigo que os irmãos aceitassem a condição que estava sendo posta; pois era sem bem estar e felicidade que estavam em jogo, pois nunca ele houvera seus vazios interiores preenchidos por algo tão longo e grosso como neste momento.
Os irmãos reuniram-se em volta de marquinhos em silêncio se mostraram dispostos a rever antigos valores morais tão enraizados e contrários a tudo aquilo que o irmão lhes trazia. Então Marquinhos viveu a sensação de maior exito que podia ter sentido e inesperadamente como alento e acalanto se ofereceram para abraça-lo era o começo de uma nova história. Então começaram a espancar marquinhos expulsaram seu consorte da casa da família e internaram Marquinhos numa clínica psiquíatrica. Ninguém nunca mais soube ou viu Marquinhos.
Pedrão Guimarães
Alguns daqueles conhecidos padeceram de doenças oportunistas, constrangedoras, teve gente até assassinada. Lembrando me estarreço mas nem eu nem tantos outros que fizemos dali nossa praça não nos arrependemos nem haveríamos disso.
Encontrei Lavinho um dia desses, depois de muitas gargalhadas perguntei sobre Marquinhos. Um arquiteto pequeno, falante e serelepe que a gente sempre cruzava naquele pedaço.
Esse tal Marquinhos sempre me intrigou. Era sabido que pertencia a uma família rica ali de higienópolis ou Pacaembu, sei lá? O que sei é que o cara era bem maluco falava como um oligarca paulistano; sem perder um sentido estético bastante e humano com relação suas observações sem arrogância, poderia ser tão duro quanto qualquer um de nós, sabíamos da sua condição de burguês por que os entregadores de comida de um dos bares conheciam sua casa e família e nos relataram que se tratava de gente com muita grana.
Conversei poucas vezes com ele; Mas sempre a conversa aconteceu repleta figuras de linguagens e de imagens bastante agradáveis e engraçadas. O que me parecia curioso era o fato dele ter um tom de pele assim negro claro, uma coisa mulata, e ser da alta burguesia paulistana. Não nos habituamos nem a ver nem imaginar pessoas assim nestas condições.
Nunca o indaguei com relação a sua cor. Seriam negros ancestralmente enriquecidos? Filhos ilegítimos ou adotivos da burguesia? Descendentes de estrangeiros? Golpistas? Nunca compreendi e principalmente nunca tive coragem de perguntar.
O interessante era que Marquinhos tinha descontração e afabilidade mas também nutria um ar fidalgo de quem teve acesso a bons tratos e boa educação, inclusive quem nos apresentou foi o Lavinho que eu sabia que já tinha sido exportador de madeira para os Estados Unidos e que depois de perder um grande amor, desencantou-se do arrojo para os negócios vivendo já naquela época com conforto mínimo de dignidade modesta, e com as memórias de quando foi rico.
Um ex rico e outro rico ainda, que me tratavam com muito respeito e carinho, não posso reclamar sempre foi muito legal encontrar com os caras eu não sentia nenhum tipo de pedantismo da parte deles em relação a mim; Muito pelo contrário parecíamos crianças juntos. Tudo era motivo de risos e deboches. Nem a discussão política destoava nossas idéias e conceitos.
Passaram-se então quase 10 anos e perdi os caras de vista as cidades foram se tornando mais opressivas, violentas e desgraçadamente proibitivas. Dessa forma fiquei super feliz quando reencontrei o Lavinho alguns dias atrás e ele contou-me sobre o paradeiro do nosso outro amigo.
Marquinhos há uns oito anos atrás foi passar um carnaval no Rio habituado como sempre, a viajar dentro e fora do país em ocasiões de festas e feriados. mas este carnaval lhe tatuou a carne com uma doce cicatriz, conheceu uma pessoa no Rio durante as orgias de Momo.
Perdeu o controle e o senso individualista que o protegia, trouxe essa criatura pra São Paulo levando-a até a casa herdada onde vivia com os irmãos no bairro nobre.
Na mansão sem discrição ou pudor reuniu os irmãos( que segundo me disseram são todos muito parecidos com uma única mulher entre eles) se pronunciando.
Disse que aquele ali seria seu homem, marido, amante e amigo que os irmãos aceitassem a condição que estava sendo posta; pois era sem bem estar e felicidade que estavam em jogo, pois nunca ele houvera seus vazios interiores preenchidos por algo tão longo e grosso como neste momento.
Os irmãos reuniram-se em volta de marquinhos em silêncio se mostraram dispostos a rever antigos valores morais tão enraizados e contrários a tudo aquilo que o irmão lhes trazia. Então Marquinhos viveu a sensação de maior exito que podia ter sentido e inesperadamente como alento e acalanto se ofereceram para abraça-lo era o começo de uma nova história. Então começaram a espancar marquinhos expulsaram seu consorte da casa da família e internaram Marquinhos numa clínica psiquíatrica. Ninguém nunca mais soube ou viu Marquinhos.
Pedrão Guimarães
terça-feira, 22 de abril de 2014
Teus olhos
Impassível cientista quando se apresenta em suas aulas de física.
Pai de família fundamentalista ao levar esposa e filhos à igreja Evangélica.
Contestou Neidona a cozinheira gulosa, com o teorema: Viagra não é pastilha Neide!
Foi o primeiro a notar que Gorvagina a caseira despudorada corria pelos corredores sem as partes de baixo em seu pijaminha de algodão crú, quando a caixa de força estourou.
Percebeu antes também, que uma das gêmeas vindas de Brasília tinha os falsos ataques epiléticos para ser carregada no colo por algum garotão bonito do terceiro ano.
Uma percepção de um Albert einstein ,um Thomas Edson um homem de ciência. Mas com um tom de pregador conduzindo seu rebanho cego prestes a se jogar num precipício.
Sistemático e ao mesmo tempo insano. Pelo menos uma vez por semana senta-se na calçada da escola para conversar com "mendigos". Coisa que segundo ele lhe instrui mais do que a leitura diária de todos os periódicos jornalísticos, com um temperamento lívido e um sotaque neutro difícil de se compreender de que estado do país veio.
Descobri há pouco que esse emblemático senhor além de conhecer cinema de arte. Também coleciona discos de pornografia. Europeus, asiáticos, norte americanos e principalmente brasileiros.
Disse-me que o "relaxo" visto e ouvido na sua própria língua é muito mais excitante por isso prefere nosso cinema.
Anda preocupado nas últimas semanas com um primo aposentado que fica toda noite num bar em frente a uma boate de garotas de programa, tomando café com leite e gastando o dinheiro da sua gorda aposentadoria com essas senhoras. Embora o tal primo não beba álcool. Mesmo assim deixa a família em estado de alerta, principalmente depois que resolveu botar uma tinta preta petróleo no cabelo, tem gente que olha e comenta: "Esse tom de tinta" no cabelo? Isso é coisa de velho sem vergonha! Ele com toda sua parcimônia só retruca: Envelhecer é arte de saber perder a vergonha na cara. Minha filha!
De um tempo pra cá o professor de física passou a conversar mais comigo, fala sobre esse primo, observa o descontrole das pessoas que trabalham conosco, em especial as mulheres, por quem reserva um misto de fascínio e desejos assassinos (controlados), pois é um homem fracionado de denominadores comuns.
Elogia muito a minha razão transgressora de tangenciar algumas situações.
Defende fanaticamente a tese de que Bin Laden só foi pego pelo exército dos Estados Unidos pois distribuiram viagra no deserto em troca de delação.
Passou a me presentear de três anos pra cá.
Discos de filmes pornos. Os mais "cabeludos" que vocês possam imaginar, e eu por minha vez comecei a me incomodar.
Não sou nenhum monge.
Mas evito ficar vendo muita pornografia pois essas imagens acabam invadindo meus sonhos e prejudicando meu sono, que já não é dos mais tranquilos.
No natal retrasado ele já tinha me presenteado com uns trinta títulos (homem com mulher, surubas de todas as espécies, sexo com animais e muitas travestis casadoilas) que acumulavam-se aqui em casa.
Resolvi me aliviar de toda aquela loucura e presenteei dois porteiros e um eletricista daqui do prédio que são generosos, cordiais e gratos até hoje.
As pessoas trocam presentes no Natal e comem chocolate na Pascoa. O professor de física afirma que tais atos são vazios e mentirosos, sua empatia para comigo fez com que ele me presenteasse o ano todo com viveres bem mais verdadeiros, segundo ele.
Atualmente anda preocupado com uma "sobrinha", antigo sobrinho que abandonou a igreja e os evangelhos para virar travesti.
A família no momento encontra-se mais tranquila pois a "sobrinha" esta terminando um curso em uma faculdade de moda e já trabalha, numa confecção. Neste último almoço de pascoa "ela" fez um comentário que aterrorizou a todos:
Adoro a profissão que escolhi, não preciso mais fazer programa! Mas as vezes dá uma saudade!!!
Quando o professor me contou essa seu episódio familiar, olhei para seu rosto e lembrei quem sua face me recorda.
Sim! aqueles olhos. Havia tempo que eu tentava lembrar com o que pareciam. Hoje a memória premiou-me.
São os olhos de "Rasputin". Temido feiticeiro do último Czar da Rússia. Que hoje tem sua genitália exposta em vidro com formol em museu Russo.
Uns viram os olhos de Betty Davis, outros as sobrancelhas de Cláudio Lembo alguns até a nudez da Wilza Carla mas eu vi os olhos de Rasputin.
Pedrão Guimarães
Pai de família fundamentalista ao levar esposa e filhos à igreja Evangélica.
Nutre contra pontos e pontos de vista não tão lógicos , mais efusivos do que mecatrônicos.
Comenta Fidel e Luiz 16 com a mesma equidade.Contestou Neidona a cozinheira gulosa, com o teorema: Viagra não é pastilha Neide!
Foi o primeiro a notar que Gorvagina a caseira despudorada corria pelos corredores sem as partes de baixo em seu pijaminha de algodão crú, quando a caixa de força estourou.
Percebeu antes também, que uma das gêmeas vindas de Brasília tinha os falsos ataques epiléticos para ser carregada no colo por algum garotão bonito do terceiro ano.
Uma percepção de um Albert einstein ,um Thomas Edson um homem de ciência. Mas com um tom de pregador conduzindo seu rebanho cego prestes a se jogar num precipício.
Sistemático e ao mesmo tempo insano. Pelo menos uma vez por semana senta-se na calçada da escola para conversar com "mendigos". Coisa que segundo ele lhe instrui mais do que a leitura diária de todos os periódicos jornalísticos, com um temperamento lívido e um sotaque neutro difícil de se compreender de que estado do país veio.
Descobri há pouco que esse emblemático senhor além de conhecer cinema de arte. Também coleciona discos de pornografia. Europeus, asiáticos, norte americanos e principalmente brasileiros.
Disse-me que o "relaxo" visto e ouvido na sua própria língua é muito mais excitante por isso prefere nosso cinema.
Anda preocupado nas últimas semanas com um primo aposentado que fica toda noite num bar em frente a uma boate de garotas de programa, tomando café com leite e gastando o dinheiro da sua gorda aposentadoria com essas senhoras. Embora o tal primo não beba álcool. Mesmo assim deixa a família em estado de alerta, principalmente depois que resolveu botar uma tinta preta petróleo no cabelo, tem gente que olha e comenta: "Esse tom de tinta" no cabelo? Isso é coisa de velho sem vergonha! Ele com toda sua parcimônia só retruca: Envelhecer é arte de saber perder a vergonha na cara. Minha filha!
De um tempo pra cá o professor de física passou a conversar mais comigo, fala sobre esse primo, observa o descontrole das pessoas que trabalham conosco, em especial as mulheres, por quem reserva um misto de fascínio e desejos assassinos (controlados), pois é um homem fracionado de denominadores comuns.
Elogia muito a minha razão transgressora de tangenciar algumas situações.
Defende fanaticamente a tese de que Bin Laden só foi pego pelo exército dos Estados Unidos pois distribuiram viagra no deserto em troca de delação.
Passou a me presentear de três anos pra cá.
Discos de filmes pornos. Os mais "cabeludos" que vocês possam imaginar, e eu por minha vez comecei a me incomodar.
Não sou nenhum monge.
Mas evito ficar vendo muita pornografia pois essas imagens acabam invadindo meus sonhos e prejudicando meu sono, que já não é dos mais tranquilos.
No natal retrasado ele já tinha me presenteado com uns trinta títulos (homem com mulher, surubas de todas as espécies, sexo com animais e muitas travestis casadoilas) que acumulavam-se aqui em casa.
Resolvi me aliviar de toda aquela loucura e presenteei dois porteiros e um eletricista daqui do prédio que são generosos, cordiais e gratos até hoje.
As pessoas trocam presentes no Natal e comem chocolate na Pascoa. O professor de física afirma que tais atos são vazios e mentirosos, sua empatia para comigo fez com que ele me presenteasse o ano todo com viveres bem mais verdadeiros, segundo ele.
Atualmente anda preocupado com uma "sobrinha", antigo sobrinho que abandonou a igreja e os evangelhos para virar travesti.
A família no momento encontra-se mais tranquila pois a "sobrinha" esta terminando um curso em uma faculdade de moda e já trabalha, numa confecção. Neste último almoço de pascoa "ela" fez um comentário que aterrorizou a todos:
Adoro a profissão que escolhi, não preciso mais fazer programa! Mas as vezes dá uma saudade!!!
Quando o professor me contou essa seu episódio familiar, olhei para seu rosto e lembrei quem sua face me recorda.
Sim! aqueles olhos. Havia tempo que eu tentava lembrar com o que pareciam. Hoje a memória premiou-me.
São os olhos de "Rasputin". Temido feiticeiro do último Czar da Rússia. Que hoje tem sua genitália exposta em vidro com formol em museu Russo.
Uns viram os olhos de Betty Davis, outros as sobrancelhas de Cláudio Lembo alguns até a nudez da Wilza Carla mas eu vi os olhos de Rasputin.
Pedrão Guimarães
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